quinta-feira, 23 de outubro de 2014

1 ano sem quimioterapia

Eu me lembro exatamente do que eu senti, da roupa que eu tava usando, do que eu comi, eu me lembro de tudo. Da hora que eu cheguei no inca, de quando a minha quimio demorou pra ser liberada, do medo de não conseguir fazer naquele dia, das incertezas do que viria depois, do medo do câncer voltar, de tudo. E aí, depois de ficar 4 horas na máquina recebendo a medicação, a enfermeira falou: "é sua última quimio, né? Parabéns, guerreira!". Eu saí da sala com o cateter ainda doendo por conta do furo e não quis ir de elevador. Quis ir descendo os 7 andares e eu acho que nunca desci tão devagar pra não esquecer os detalhes. E parece que todo o meu sofrimento, que toda a angústia, que tudo que eu passei e senti tornou-se ponte pra que eu chegasse naquele momento. E hoje, um ano depois eu percebo que tudo faz sentido, que tudo foi necessário pra que eu me tornasse forte, madura, que essa não foi a minha maior dificuldade, que lutas e batalhas são travadas todos os dias e que nós somos de fato os nossos maiores sabotadores. Aprendi que dá pra viver com bem menos do que a gente imagina, que os laços emocionais são extremamente necessários e que a felicidade é algo simples e que reclamar de tudo não leva ninguém a lugar algum. Aprendi que a vida não segue uma lógica e que as desventuras em séries fazem parte dela. Que ela só se entrega pra quem se entrega pra ela. Foi isso que eu fiz. Me entreguei e só recebi coisas boas como recompensas. Se eu tenho medo do câncer voltar? Não! Sei que sou capaz de vencer quantas vezes for preciso porque eu aprendi a jogar o jogo da vida. Um brinde!

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Meu (re)nascimento.

3 dias pro meu aniversário de 23 anos. Uau, que surpresa boa estar viva, poder comemorar, estar saudável. A vida é mesmo imprevisível. Em um ano eu passei meu aniversário num hospital fazendo quimioterapia e em outro já marquei um churrasco com os meus amigos. Fazer 23 anos está me fazendo analisar muita coisa na minha vida e até mesmo analisar a própria vida. Confesso que estava pronta pra morrer e não pra viver, então, tudo que tem acontecido na minha vida tem me feito perceber que as coisas estão acima de mim e que tudo tem um motivo pra acontecer, mesmo que eu não entenda no começo. 23 anos. Tô no fim de uma graduação, cheia de expectativas com o futuro e também com medo do futuro mas com uma certeza: eu vou continuar a ser muito feliz, independente de qualquer coisa! E é um contentamento enorme reconhecer toda a luta que foi a minha vida ano passado e a maravilha que está sendo esse ano. A maravilha que foi ver o meu corpo voltar ao normal, meus cabelos crescerem, o dia em que eu fiz luzes nele, a sensação maravilhosa de me apalpar e não perceber mais nódulo nenhum, a gratidão sem fim por estar viva. A gratidão sem fim por estar comemorando 23 anos de muita, mas muita sabedoria. Tenho uma vida toda pela frente, cheia de dificuldades e muitos problemas, mas tudo bem, a vida sempre vai ser bela. Muita saúde pra todos nós!

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Já se examinou hoje?

Cada ano que passa, o número de casos de câncer de mama, uma das principais causas de morte entre mulheres, só vem aumentando. Fazer o autoexame é fundamental bem como a prevenção do câncer, seja por uma alimentação adequada, seja por fazer atividade física, levar uma vida saudável. Não deixe passar. Pode acontecer com qualquer uma. Se toca, mulher!


Saiba mais em: http://www.outubrorosa.org.br/