terça-feira, 25 de março de 2014

Apenas mais uma

Nada definido. Volto mês que vem para definir o que será feito.

quarta-feira, 19 de março de 2014

O que eu sou hoje.

Quando as suas bases são fortes, vento nenhum consegue derrubar você. Sonhei que achei mais um nódulo no pescoço e depois de uma consulta de rotina, ficou decidido que ia fazer 30 sessões de radioterapia. Acordei assustada, suada e preocupada. Na mesma hora, como um ato involuntário, fui passar a mão no pescoço e procurar até encontrar o nódulo. Foi sonho. Não encontrei nada. Mas tenho medo ainda. Vou para mais uma consulta no Inca, saber se tá tudo bem, o que deu na última tomografia do tórax, limpar o cateter e fazer mais um exame de sangue pra eles verem as minhas células. Não dá pra ficar longe disso. É como um imã que por mais que eu queira ir pra longe, sempre me traz pra perto. Estou otimista. Sou otimista e tô pronta pro que vier. Mas espero, como toda a minha vontade, ouvir apenas uma coisa do médico: REMISSÃO! Vai tirar esse cateter, menina! Volte aqui lá pra setembro desse ano. Minha carta de alforria. Minha liberdade. Ontem, conversando com uma amiga que está no mesmo barco que eu, tava falando isso pra ela, que depois que tudo que a gente já passou, é difícil alguma coisa machucar a gente. Já estamos preparadas pra tudo. Com a doença, criamos uma base forte e não é qualquer ventinho que vai destruir tudo o que eu conquistei nesse ano não. Mais uma vez e sempre: torça por mim.

sábado, 15 de março de 2014

Projeto Cabelegria

Quando eu digo que acredito na bondade e na solidariedade das pessoas, eu estou certa!
No meio de alegria, emoção e uma agitação sem fim, apresento a primeira doadora de cabelos da nossa campanha! Camila Poubel! 
E você? Vai ficar só olhando? Bora doar! 


Saiba mais em: https://www.facebook.com/cabelegria


quinta-feira, 6 de março de 2014

Meu caminho.

A vida é sempre um grande ponto de interrogação em cada esquina que a gente passa. Você não nasce com as opiniões formadas, nem o seu caminho definido. Somos o que queremos ser, mesmo com todas as circunstâncias ao contrário. Eu decidi ser feliz e fazer o que considero certo. Nesse 1 ano envolvida com o câncer, conheci muita gente igual a mim, que sempre estava pra cima, pensando no melhor e acreditando na cura, mas também conheci muita gente que se entregou a doença, que só reclamava da vida, que achava injusto estar doente. Ninguém pede pra ficar doente, mas vem cá: que controle você tem sobre isso? A sua vontade de ficar sempre saudável vai te impedir de ter uma gripe, uma dor de cabeça ou um câncer? Não, não vai. Viver e ser feliz é um exercício diário. Eu não tô com a cara boa o tempo todo e isso é normal. Sou contra essa ditadura imposta sobre a felicidade, onde chorar e ter seus dias ruins é visto como a coisa mais negativa que se pode ter. Somos feitos de carne, emoções e escolhas. Somos únicos, até os gêmeos idênticos tem as suas diferença. E são essas particularidades que mais me encanta. No balanço do meu final do dia, acabo vendo que as coisas positivas sempre são maiores que as negativas e quando me bate aquele desespero, eu respiro fundo e espero que a vida se encarregue de colocar tudo no seu lugar. A estrada é longa, cheia de pedras pra machucar os pés, chove, faz frio, mas a paisagem é sempre linda, o vento batendo no rosto é uma sensação sem igual e sempre, mas sempre chegamos onde queremos quando não voltamos atrás por medo de alguma coisa no caminho. Vamos viver, vamos escolher a felicidade, vamos nos permitir. Se a sua vida não está legal, tente tirar o máximo de proveito da situação e sempre lembre-se do que eu falo aqui no blog: tudo passa, tudo melhora, tudo, tudo é pra contribuir pro nosso crescimento. O dia pode ter amanhecido nublado mas depois do almoço vai abrir o maior sol. Eu sou feliz e sou feliz por estar nessa longa caminhada.